Seja Bem Vindo!!!

SEJAM BEM VINDOS AO BLOGGER "A VIDA"

domingo, 25 de abril de 2010

Vivendo a "vida" - Uma história verídica...

19,Fevereiro 2010


Dramático apelo!








Meu nome é Patrícia,tenho 17 anos,e encontro-me,no momento,quase sem forças,mas pedi para a enfermeira Dane,minha amiga,escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o mundo,antes que seja tarde demais:


"Eu era uma jovem 'sarada',criada em uma excelente família de classe média alta,em Florianópolis,Brasil.
Meu pai é engenheiro eletrônioco de uma grande estatal e procurou sempre dar,para mim e meus dois irmãos,tudode bom e o que há de melhor,inclusive liberdade,que eu nunca soube aproveitar.
Aos 13 anos,participei e ganhei um concurso para modelo e manequim de uma grande agência de modelos,e fui até o final do concurso que selecionou assistentes de palco de um importante programa de televisão.
Fui também selecionada para fazer um book em outra grande agência de modelos,em São Paulo.
Sempre me destaquei pela minha beleza física.
Chamava a atenção por onde passava.
Estudava no melhor colégio de Florianópolis.
Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés.
Nos finais de semana,frequentava shopping centers,praias,cinema;curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer ás pessoas 'saradas',fisica e mentalmente.
Porém,como a vida nos prega algumas peças,o meu destino começou a mudar em outubro de 2004.
Fui com uma turma de amigos para a Oktoberfest,em Blumenau-SC.
Os meus pais confiavam em mim e liberaram sem mais apego.
Em Blumenau,achei tudo legal.
Fizemos um 'esquenta',no Bude,famoso barzinho na Rua XV.
Á noite,fomos ao 'Proeb' e no 'Pavilhão Galego',havia um show maneiro da Banda Cavalinho Branco.
Aquela movimentação de gente era 'trimaneira'.
Eu já havia experimentado algumas bebidas.
Tomava,escondido da minha mãe,o Licor Amarula,mas nunca tinha ficado bêbada.
Na quinta feira,primeiro dia da Oktoberfest,tomei o meu primeiro porre de chopp.
Que sensação legal!
Curti a noite inteira 'doidona'.
Beijei uns 10 carinhas.
Inclusive,minhas amigas colocavam o chopp numa mamadeira,misturado com guaraná para enganar os 'meganhas'(policiais),porque menor de idade não podia beber.
Mas a gente bebeu a noite inteira e os 'otários' não percebiam.
Lá pelas 4hrs da manhã,fui levada ao Posto Médico,quase em coma alcoólico,numa maca de Bombeiros.
Deram-me umas injeções de glicose para melhorar.
Quando fui ao apartamento,quase vomitei as tripas,mas o meu grito de liberdade estava dado.
No dia seguinte,aquela dor de cabeça horrível,um mal estar daqueles,como tensão pré-menstrual.
No sábado,conhecemos uma galera de São Paulo,que alugaram um apartamento no mesmo prédio.
Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino.
Bebi um pouco no sábado.
A festa não estava legal,mas lá pelas 5h30 da manhã,fomos ao 'ap' dos garotos para curtir o restante da noite.
Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso 'baseado'(cigarro de maconha),que me ofereceram.
No começo,resisti,mas chamaram a gente de 'Catarina careta'.
Mexeram com nossos brios e acabamos experimentando.
Fiquei com uma senseção esquisita,de baixo astral,mas,no dia seguinte,antes de ir embora,experimentei novamente.
O garoto mais velho da turma,o 'Marcos',fazia carreirinha e cheirava um pó branco que descobri ser cocaina.
Ofereceram-me,mas não tive coragem naquele dia.
Retornamos á 'Floripa',mas percerbi que alguma coisa havia mudado.
Eu sentia a necessidade de buscar novas experiências,e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino: 'DROGAS'.
Aos poucos,meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera da pesada e,sem perceber,eu já era uma dependente quimica,a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu contidiano.
Fiz viagens alucinantes,fumei maconha misturada com esterco de cavalo,experimentei cocaina misturada com um monte de porcaria.
Eu e a galera descobrimos que misturando cocaina com o sangue,o efeito dela ficava mais forte e,aos poucos,não compartilhávamos a seringa,e sim o sangue que cada um cedia para diluir o pó.
No inicio,a minha mesada cobria os meus custos com as malditas,porque a galera repartia e o preço era acessivel.
Comecei a comprar a branca a R$10,00 o grama,mas não demorou muito para conceguir somente a R$20,00 a boa,e eu precisava,no minimo,cinco doses diarias.
Saía na sexta feira e retornava aos domingos com meus 'novos amigos'.
As vezes,a gente conceguioa o 'extasy'.
Dançavamos nos 'points' a noite inteira e depois...farra!
O meu comportamento tinha mudado em casa.
Meus pais perceberam,mas no inicio eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida.
Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas.
Aos poucos,o dinheiro foi faltando e para conceguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem.
Sentia nojo de vender o meu corpo,mas era necessário para conceguir dinheiro.
Aos poucos toda a minha familia foi se desestruturando.
Fui internada diversas vezes em clínicas de recuperação.
Meus pais,sempre com muito amor,gastavam fortunas para tentar reverter o quadro.
Quando eu saía da clínica,aguentava alguns dias,mas logo estava me picando novamente.
Abandonei tudo: escola,bons amigos e familia.
Em desembro de 2007,a minha sentença de morte foi decretada.
Descobri que havia comtraído o vírus da 'aids',não sei se me picando,ou através de relações sexuais,muitas vezes sem camisinha.
Devo ter passado o vírus a um montão de gente,porque os homens pagavam mais para transar sem camisinha.
Aos poucos,os meus valores,que só agora reconheço,foram acabando: familia,amigos,pais,religião,Deus - até Deus -,tudo me parecia ridículo.
Meu pai e minha mãe fizeram tudo,por isso nunca vou deixar de amá-los.
Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo.
Estou internada,pesando 24kg,horrível.
Não quero receber visitas porque não podem me ver assim.
Não sei até quando sobrevivo,mas,do fundo do coração,peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca.
Você,com certeza,vai se arrepender aasim como eu,mas percebo que é tarde demais para mim."




OBS:Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e a enfermeira Danelise,que cuidava dela,comunicou que Patrícia veio a falecer 14hrs depois que escreveram esta carta,de parada cardíaca respiratória em consequência da aids.

Nenhum comentário:

Postar um comentário